domingo, 25 de dezembro de 2011

NONO ENUDS!!!

O Espírito Santo contra o feitiço e os espíritos revoltados: "civilização" e "tradição" em Moçambique - Peter Fry

Para quem deseja conhecer um pouco mais do universo religioso presente em Moçambique. Longe do eterno maniqueísmo presente em diversos textos, o autor aponta para a complexidade e diversidade de questões atreladas ao Movimento Protestante, principalmente ao de viés pentecostal que tanto cresce em Moçambique.
Link do artigo: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-93132000000200003&script=sci_arttext

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Para conhecer Moçambique : José Luís Cabaço!

Moçambique-Identidade, Colonialismo e Libertação de José Luís Cabaço, recebeu o prêmio de melhor tese de Doutorado no Concurso ANPOCS de Obras Cientificas e Teses Universitárias em Ciências Sociais-Edição 2008. A leitura da obra vale não somente por sua premiação, mas tanto e principalmente pela própria história do autor a confundir-se com a de seu próprio país. Atualmente José Luís Cabaço é reitor da Universidade Técnica de Moçambique.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sobre o texto Homonormatividade.Porque gay também é limpinho- Ivone Pita

Excelente texto a descortinar preconceitos que possuíamos e por vezes nem nos dávamos conta! Vale a leitura! Vale o turbilhão de questões a que somos confrontados! Cada palavra escrita, cada desconstrução efetivada, o texto grita, inquieta. Impossível não recomendar!
http://politicaativa.gay1.com.br/2011/11/homonormatividade-porque-gay-tambem-e.html#

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Malangatana Ngwenya

Renomado artista do sul de Moçambique, Malangatana Ngwenya é conhecido mundialmente. Suas obras possuem um traçado só seu. Particularmente recomendo a todos demorada olhada em sua fase azul!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Lançamento do Museu Digital no CEAO

Poesia moçambicana: Craveirinha por ele mesmo...

"Nasci a primeira vez em 28 de Maio de 1922. Isto num domingo. Chamaram-me Sontinho, diminutivo de Sonto. Pela parte da minha mãe, claro. Por parte do meu pai fiquei José. Aonde? Na Av. do Zichacha entre o Alto Maé e como quem vai para o Xipamanine. Bairros de quem? Bairros de pobres. Nasci a segunda vez quando me fizeram descobrir que era mulato. A seguir fui nascendo à medida das circunstancias impostas pelos outros. Quando o meu pai foi de vez, tive outro pai: o seu irmão. E a partir de cada nascimento eu tinha a felicidade de ver um problema a menos e um dilema a mais. Por isso, muito cedo, a terra natal em termos de Pátria e de opção. Quando a minha mãe foi de vez, outra mãe: Moçambique. A opção por causa do meu pai branco e da minha mãe negra. Nasci ainda mais uma vez no jornal "O Brado Africano". No mesmo em que também nasceram Rui de Noronha e Noemia de Sousa. Muito desporto marcou-me o corpo e o espírito. Esforço, competição, vitória e derrota, sacrifício até à exaustão. Temperado por tudo isso. Talvez por causa do meu pai, mais agnóstico do que ateu. Talvez por causa do meu pai, encontrando no Amor a sublimação de tudo. Mesmo da Pátria. Ou antes: principalmente da Pátria. Por causa da minha mãe só resignação. Uma luta incessante comigo próprio. Autodidacta. Minha grande aventura: ser pai. Depois eu casado. Mas casado quando quis. E como quis. Escrever poemas, o meu refúgio, o meu país também. Uma necessidade angustiosa e urgente de ser cidadão desse país, muitas vezes altas horas da noite."