quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Dos Guetos de Salvador para o Mundo
Inicio este texto fazendo uma provocação a todos aqueles que associam a favela às drogas, a violência, prostituição e música de baixa qualidade, é para estes que segue meu primeiro convite: Acontecerá em Cachoeira-BA o Primeiro Festival de Jazz, dos dias 23 a 25 de agosto, e nesta grande encontro de jazzistas da Bahia estará presente à banda Saravá Jazz Bahia.
A banda Saravá é liderada por Márcio Pereira (guitarra e direção musical), Ângelo Santiago (contrabaixo acústico) e meu grande amigo e irmão “Carlos Careca”. Márcio é graduado em Música pela UFBA e mestre pela University of New Orleans, cidade onde nasceu o jazz no sul dos Estados Unidos. Ângelo é graduado também em Música, e Careca, também conhecido como “Careca Batera”, é graduando em Música pela Universidade Católica da Bahia. Careca é considerado pelos críticos um mestre, um Honoris Saber da música percussiva. Todos eles são moradores das periferias de Salvador.
Esta era a primeira formação da Saravá, hoje a banda é um sexteto com um grande naipe de metal com músicos como Matheus Aleluia. Para os desacreditados, só vendo para crer.
E agora segue o convite para todos aqueles que sempre souberam que os guetos são seleiros de grandes músicos, intelectuais e homens e mulheres de bem. Não percam, dia 24 de agosto no segundo dia do Festival de Jazz, na cidade de Cachoeira, a banda Saravá Jazz Bahia. A proposta da banda é combinar a tradição musical do Jazz com os elementos da cultura musical baiana, trazendo um repertorio de altíssima qualidade
Valdir Alves
* Estudante de Ciências Sociais da UFRB. Membro do Grupo de Estudo Corpo e Política.
Inscrições para o Cursos de Formação em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça
Quando: de 01 de agosto até 31 de agosto.
Modalidades:Aperfeiçoamento (300 horas) e Especialização (420 horas)
Para quem: servidores/as federais, estaduais e municipais da Administração Pública, a integrantes dos Conselhos de Direitos da Mulher, dos Fóruns Intergovernamentais de Promoção da Igualdade Racial, dos Conselhos de Juventude e a dirigentes de organismos não governamentais ligados à temática de gênero, igualdade étnicorracial e juventude. Também poderão ser beneficiados/as pelo programa gestores/as das áreas de educação, saúde, trabalho, segurança e planejamento.
Para mais informações: www.ppgneim.ffch.ufba.br
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Seminário internacional da mulher afro latino- americana e caribenha
Quando:23 e 24 de julho.
Onde: Auditório dos Engenheiros do Estado de São Paulo.
Rua Genebra 25 centro.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Texto de André Musskopf: Sobre orgulho e topetes !
Há algumas semanas, sem ter premeditado ou mesmo refletido muito sobre isso, decidi não mais ostentar o reconhecido topete esculpido por longos 16 anos (mais ou menos) todas as manhãs com a ajuda de produtos das mais diversas origens e consistências. Tornou-se, aparentemente, uma marca capaz de me identificar em muitos espaços. Marcas que são construídas no corpo (como tantas outras que tenho e que todo mundo tem), reflexo da história pessoal de cada um/a e da sua interação com o mundo. Afinal, estilo não é isso? Independente do significado que essas marcas tem para quem as carrega, os significados que elas assumem são tão diversos quanto as teorias hermenêuticas permitem.
No caso do meu topete – ou a sua ausência – a mudança aparentemente foi notada por todas as pessoas que convivem comigo, ainda que nem todas sentissem a necessidade de comentar (em alguns casos, inclusive, para minha frustração). Entre os comentários, os mais diversos possíveis, tão diversos quanto o significado que cada um/a atribuía a ele, ou simplesmente as reações diante de uma apresentação estética fora do hábito da convivência cotidiana, ou mesmo esporádica.
Hoje, 28 de junho de 2012, acordamos para celebrar o dia do orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Experiências e um campo de reflexão profundamente disputados tanto interna quanto externamente. Difícil é definir a pertinência ou mesmo a capacidade transformadora desses debates e disputas, particularmente num contexto onde a pergunta central é a mudança das relações de poder e onde as questões LGBT (especialmente quando vistas de maneira isolada) podem não passar de um remanejo estético para a manutenção dos tradicionais mecanismos de poder, desumanizadores que sejam.
Disputa-se, inclusive, a própria afirmação do “orgulho”. Topete ou não topete – eis a questão! No âmbito da teologia com T maiúsculo, “orgulho” é um pecado, uma forma de revolta contra d*s, particularmente quando afirmado por quem se encontra em condições desiguais na configuração concreta das relações de poder (a lista é grande). Na esfera pública (e não será essa a esfera, afinal, da própria teologia?), no entanto, admite-se e até exige-se o sentimento e a ostentação desse “orgulho” (sempre com possibilidade de uma falsa moderação). É um orgulho ter filhos bem educados, conseguir cumprir uma tarefa de maneira exemplar, realizar grandes-pequenos feitos. Devemos ter, afinal, orgulho. Hã?!
“Orgulho gay” – dizem – pode ser até um contra-senso. O que haveria de especial ou tão extraordinário nas relações erótico-afetivas-sexuais que as tornassem objeto de algo ou tão contrário aos mandamentos ou tão reservados para a ordem e a decência. E, assim, o “orgulho”, assim como os topetes, se tornam marcas que carregamos nos corpos e nos identificam publicamente, sujeitando-se a múltiplas interpretações e reações.
Eu sei que, no meu caso particular, o que está em jogo com relação ao meu topete é muito menos do que o que está em jogo com a luta pela sobrevivência e pela cidadania expressa na manifestação do “orgulho” LGBT. Mas sei, também, que a noção de “orgulho”, construída num contexto específico da história do Movimento Homossexual, não revela por si só a luta e o projeto político que essa palavra sozinha pode expressar. Palavras e topetes podem nos trair constantemente.
Houve uma fase de minha vida em que eu tinha cabelo comprido – louro, liso, longo... Houve uma fase na minha vida em que meu cabelo estava tingido de “borgonha” (e todo mundo jurava que era lilás - whatever). O meu cabelo – o meu corpo – sofrem e gozam a opção por uma outra sociedade, por outras relações. Nem sempre de maneira inteligível ou auto-evidente. Em geral, precisam de palavras que podem ser tão confusas para um mero observador quanto. Meus sonhos e meus desejos mais profundos estão neles e é preciso mais que o olhar para sabê-los. Pois, nesse caso, como diria Freud, um topete é só um topete. Mas o “orgulho” - não confundam - continua sendo a expressão pela liberdade de construir algo que não é, com ou apesar do topete.
A gente tem topete pra que?
-
André Musskopf é Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia pela Escola Superior de Teologia (EST). Área de Concentração: Teologia Sistemática. Pesquisador nas áreas de: Estudos Feministas, Teorias de Gênero, Teoria Queer, Masculinidade, Homossexualidade e Diversidade Sexual, na sua relação com Religião e Teologia.
Para conhecer um pouco mais do autor acesse:http://www.andremusskopf.blogspot.com.br/2012/06/sobre-orgulho-e-topetes.html
sexta-feira, 22 de junho de 2012
I Encontro do Pró-rede: Rede de Pesquisador@s Negr@s e da Temática Racial da UFRB
Quando: 12 de julho de 2012
Onde: Auditório do CAHL
Horário: das 08 às 17 hs
PROGRAMAÇÃO
8hs - Mesa de Abertura:"As Políticas Afirmativas e as Pesquisas na UFRB"
Profº Ronaldo Crispim de Sena Barros - PROPAAE
Profª Ana Rita Santiago - PROEXT
Profª Ana Fermino Soares - PRPPG
Profª Rosangela Souza Silva – APNB
8:30hs: Apresentação da proposta do Pró-Rede-UFRB
Profª Dyane Brito
9:00hs: Apresentação dos Pesquisadores e Núcleos de Pesquisas da Temática
Racial na UFRB
10:00hs: Agenda de Trabalho - Propostas, sugestões e encaminhamentos
12hs: Intervalo para o almoço
13:30: Tecendo a Rede: "I Encontro com Pesquisadores Afro-americanos"
Reitor da UFRB - Profº Paulo Gabriel Soledad Nacif
Pró-reitor de Ações Afirmativas da UFRB - Profº Ronaldo Crispim de Sena Barros
Coordenadora de Políticas Afirmativas da UFRB – Profª Denize Ribeiro (mediadora)
Representante da Spelman College – Profª Cynthia Spence
Representante do Mellon Program - Profª Keisha-Khan Y. Perry
Debate - (Abrir para perguntas e colocações da plenária)
14:30hs: "As Políticas Afirmativas e os Estudos e Pesquisas com Recorte Racial e
de Gênero"
Profª Beverly Guy-Sheftal : “O Pensamento Feminista Negro”
Profº Osmundo Pinho : “Interrogando a Masculinidade Negra”
Profª Angela Figueredo : “Interseccionando Gênero e Raça nas Pesquisas”
Debate - (Abrir para perguntas e colocações da plenária)
16:30hs - Encerramento

Para mais informações e para efetuação da inscrição: http://ufrb.edu.br/propaae/arquivo-de-noticias/331-i-encontro-do-pro-rede-rede-de-pesquisadors-negrs-e-da-tematica-racial-da-ufrb
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Seminário Pagu: Gênero,raça, desejos, amor.
Quando: 20 de junho de 2012
Horário: 14h00
Onde:Espaço Pedagógico - IFCH/Unicamp
Expositores:
1. Richard Miskolci - Depto. Sociologia - UFSCar
"O Desejo da Nação: masculinidade e branquitude no Brasil de fins do século XIX"
2. Iara Beleli- Núcleo de Estudos de Gênero PAGU
"Amores on line: em busca do "par perfeito"
Organização: Adriana Piscitelli
Apoio: Núcleo de Estudos de Gênero - PAGU
Curso de Doutorado em Ciências Sociais - Unicamp
Apoio técnico: Secretaria de Evento/IFCH

Assinar:
Postagens (Atom)




